9 de fevereiro de 2016

Nós nunca estamos prontos

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Nós estávamos sendo o que duas meninas da nossa idade deveriam ser: amigas. Ambas com personalidades tão diferentes: escolhi picolé detox e ela, cascão; eu de exatas, ela de humanas; mas vamos combinar, esse detalhe não muda nada, fizemos o ensino médio juntas, antes disso era uniforme, trabalhos em grupo, merenda escolar, passos combinados, cabelos soltos e havaianas nos pés. Eu senti falta disso.

Que loucura, Laiali! Que saudades disso! – Ela disse depois de ouvir eu contando sobre você. Uau, meu coração se acendeu quando ouvi essas palavras, e ao mesmo tempo, senti um pouco de medo. Há um tempo atrás eu sonhava em viver tudo que estivesse ao meu alcance, da maneira mais intensa e proibida o possível. Isso me rendeu lembranças boas? Não acredito nisso, mas no final das contas, eu continuo fazendo a mesma coisa. Tornou-se algo tão comum que nem me lembro mais de pensar sobre isso no fim do dia.

Duvidosa é essa minha relação com você, que sem querer, está me mudando. Ele é bom demais para mim. – Por quê?? – Por que eu sou muito sem vergonha! Risos. Um dia ele ainda cairá na real e perceberá que eu sou tudo que ele não precisa ao seu lado pro resto da sua vida. A única coisa que posso fazer é terminar esse picolé, cruzar as pernas e ouvir a minha amiga falar sobre o namorado dela.

Sua demora só responde a minha dúvida em relação a você. – Não se preocupe, quando você estiver pronto, você fala com ela. – Mas você não está pronto. Viajar 200 km pra conversar sobre algo que não tem discussão não é algo que qualquer pessoa faz, aquela flor que você me deu, mexi, tentei deixar ela bonitinha entre as páginas de um romance, mas qual seria a lógica dessa flor, hoje murcha, entregue em meio ao caos que estava entre nós, contradizendo tudo que você não está fazendo?

Não se preocupe, afinal de contas, você me conhece. É só você aparecer com aquele olhar de bobo apaixonado que eu me derreto toda! Posso não dizer, mas eu adoro encaixar minha cabeça no seu ombro, adoro a maneira que sua mão é duas vezes o tamanho da minha e aquela cara que você faz quando eu cruzo as pernas usando um vestido estilo “boa moça”. Meu cérebro pode sim estar voltando a pensar do jeito que estava antes da madrugada do dia 5, mas meu coração ainda se derrete daquele jeito que eu detesto amar quando em penso em você.

6 de fevereiro de 2016

Resenha: Salon line ativador de cachos teen

Oiii meu povoooo!

Seguinte: dei uma pesquisada na internet, no grupo Cachos Saúdaveis & Naturais do facebook... Parece que Salon Line é uma marca queridinhan das cacheadas de plantão, isso porque a marca arrasa nas embalagens, propaganda e se envolve de produto e alma nessa missão chamada cachos perfeitos e volumosos. 

Então eu fui atrás da linha e acabei optando por esse teen, o mais cheiroso que achei; o que há de errado em querer algo cheiroso pro cabelo, hein??? Paguei R$12,90 na embalagem de 300 ml. O produto diz "sem frizz", mas em relação a isso, nãããã... Se quer reduziu o frizz do meu cabelo. 

O produto também promete reduzir o volume. Não que eu queira reduzir o volume, só comprei pelo cheirinho mesmo (que a proposito não dura muito), mas fiquei feliz ao ver que não cumpriu o que prometeu. (Vai ter volume SIIIIM!!!).

pARTE TOP: Possui filtro UV. Mas isso é meio suspeito, já que de duas promessas, nenhuma esse creme cumpriu. Será q esse filtro UV protege mesmo os fios do sol? Fica a dúvida no ar.

Essa é a foto do meu cabelo sequinho da silva. Quanto a textura, achei que os fios ficaram bem sedosos, toque gostoso, isso eu curti.

Então gente, é isso aí, já usaram essa marca? 

BeijOOOOOSOSSOSOS

4 de fevereiro de 2016

Algo grande

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A decepção fez-me escritora. Confiança é uma estrada fácil quando se pega carona em uma primeira viagem. Então depois você precisa voltar pra casa, mas se dá conta de que a carona foi-se embora, a estrada está diferente e você também. Você mudou, tornou-se aquela pessoa que seu eu de 7 anos de idade não gostaria de ter por perto, mas ainda precisa voltar para casa, mesmo com uma estrada irreconhecível pela frente, só você e seus pés.

Meio sorriso se desenha na minha boca. Por que estou sorrindo? Não foi só a decepção que me fez escritora, a solidão, consequência do sentimento, fez-me procurar refúgio em palavras; confie em alguém que não trocou suas fraldas, as chances de você se arrepender serão as mesmas chances que a fralda tinha de vazar.

Dando alguns passos pela casa, evitando me olhar no espelho, eu sentia uma dor muito grande que vinha de todos os lados. Em algum lugar no universo, minha história deve estar sendo desenhada com uma nuvem negra por cima, que é exatamente como eu me sentia. Faz 32ºC lá fora mas eu sinto um frio que exige cobertores, travesseiro e um pouco de cachaça alemã, só pra esquentar a garganta.

Você me deixou doente. Sem dar-me conta havia segurado o choro a manhã inteira, mas então o sol tornou-se ao lado oeste, as cortinas fecharam-se, olhando para as minhas mãos, percebi que estava tremendo. Seria de fome? Dor? Medo? Seja o que for, havia escorrido pelos meus dedos a chance que eu tinha de poder confiar em alguém. Como em um jogo, o grau de dificuldade aumentou, e a estrada de volta para casa estava mais irreconhecível do que nunca.

Sim, talvez eu tenha um coração cuja função não seja apenas bombear o sangue, talvez ele sinta também.

31 de janeiro de 2016

Dilemas universitários

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“Se morar é um direito, ocupar é um dever”. Li essa frase em 2014 em um cartaz, no comecinho do ano ao entrar no Cursinho Diferencial (UNESP – Ilha Solteira). Dezenas de estudantes espalhados pelo pátio, vivendo em barracas pela falta de moradia. Segundo informações vindas dos próprios universitários, eles perderam o direito da moradia oferecida pela universidade aos alunos de baixa renda pelo motivo de nota insuficiente, logo, se quisessem continuar estudando, teriam que arranjar alguma república para morar.

Mas então vem a questão... A moradia é oferecida pela universidade, de graça, sem nenhum custo de aluguel, conta de luz ou água. De repente perdem esse direito e todas essas contas passam a ser um problema caso optem pela opção república/alojamento/etc, logo precisam de um emprego, pois como dito anteriormente, essa moradia é destinada a estudantes de baixa renda, sem condições de bancar república ou semelhantes. Mas então, me diz você, tá fácil achar emprego?

Em 2014 provavelmente, mas como está hoje, em 2016, cuja inflação está na casa dos 10,627% (segundo o site globo-rates)? Estamos vivendo uma situação parecida, mas o ponto principal é: não temos se quer a moradia destinada a alunos de baixa renda, nem o emprego, nem condições, nem transporte. O que fazer em uma situação desse tipo?

Agora são 01:54 da madrugada, cheguei da faculdade há poucos minutos depois de uma viagem diária de aproximadamente 130 km, depois de descobrir que vários colegas perderam o direito do transporte vindo da cidade deles, e ver mais uma vez que outros alunos, de Ilha Solteira, precisam sair às pressas durante a aula para andar quadras e quadras, às 11 da noite a fim de alcançar o ônibus da sua cidade em uma rua escura, não asfaltada, cuja segurança deve ser considerada 0. Imagine esses alunos em dias de chuva!

Alunos do IFMS Três Lagoas, que moram em outras cidades enfrentam grandes obstáculos todos os dias, alguns estão tendo que tomar decisões que não dependem deles mesmos. Se encontrar um emprego, tudo bem, senão, tranque a faculdade. Que tal pra você?

O mais irônico é aquela bolsa do programa bolsa permanência (PBP), que oferece R$150,00 por mês ao aluno, funcionando como um incentivo. “Fique na faculdade. Estamos te ajudando”, ajudando no que???? 150 reais paga uma parte do aluguel? Não. Paga a refeição de um mês? Não. Paga as xerox? Talvez. A situação está tão ruim que eu me sinto tão pobre, desamparada, aflita de ter que deixar a faculdade pública por condições financeiras ruins e incentivos tão baixos, tão insignificantes diante todos os problemas que alunos como meus colegas de Pereira Barreto e Ilha Solteira enfrentam todos os dias para conseguir estudar.

Mas qual seria a solução para isso? Cito e repito: se morar é um direito, ocupar é um dever. Ficar quieto, agir como se tudo não fosse apenas uma consequência, um fato de que para crescer, é preciso sofrer? Sim, mas não dessa maneira. Os universitários, futuros profissionais do amanhã, precisam ser incentivados a estudar, praticar o que é visto em sala de aula, correr atrás de projetos, ter a cabeça livre de questões como moradia e emprego. Diploma qualquer pessoa consegue ter, mas um profissional capacitado, poucos conseguem ser.

18 de janeiro de 2016

Diário de uma universitária

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Universitário é um bicho que precisa ser estudado. Façamos de conta que você, assim como eu, desde sua puberdade até o fim da adolescência, era uma pessoa vaidosa, que se preocupava mais com sua pele e cabelo do que com a escola. De repente, paahhhh... Entramos em uma faculdade. O terror pré-apresentado pelos amigos mais velhos fez efeito, pode vir quente que estou fervendo. Num passe de mágica, a vaidade deixa de ser sua prioridade e passa a ser a última opção nos tempos livres.

Até mesmo a vaidade mais básica como cuidar da higiene, é deixada de lado. Passamos horas na frente do computador, estudando, resolvendo exercícios, e então aquela pontada no estômago vem avisar que é hora de comer. Sim, já se passaram 7 horas desde a última refeição, então você puxa uma banana que está na mesma mesa que o seu notebook, come, deixa a casca ali mesmo ao lado do material e volta seus olhos para a tela, com aquele gostinho de almoço, café e banana na boca. Parece que tem uma camada de restos de comida sob a língua, mas não importa. Dá um gole forte de água gelada, coloca a pastilha de menta na boca e pronto, faz de conta que isso não afeta a saúde bucal nem um pouquinho.

É bom dar uma esticada na coluna também, proporciona uma sensação reconfortante depois de 7 horas sentada mexendo apenas os dedos e é bem rápida. Aquela história de alongamentos, circulação sanguina, bom funcionamento do corpo e da mente parece não ter mais importância. Dane-se toda reportagem que li, todo vídeo de yoga que assisti. De vez em quando a consciência pesa... Pesa sim. Eu poderia fazer um alongamento antes de começar os estudos.

Então vamos, não custa nada, é rapidinho e faz bem. 8h da manhã, começamos com os alongamentos, pisco o olho e já são 9:40. Que?! Sem querer acabei lembrando que tinha que tomar o café da manhã, pendurar as roupas lá fora, lavar louça e encher o filtro. Ai meu Deus, eu ainda preciso fazer o almoço. Não vai dar pra estudar! Nunca mais farei alongamento na minha vida...

Depois de todo serviço feito, sentindo o CC debaixo do braço sem precisar levantar, com o cabelo todo espetado, o avental branco com estampa de andorinhas e um chinelo de cada cor, olho pro relógio e fico aliviada porque ainda falta quatro horas pra 17h. Então deito na cama, cansada, abro o notebook e começo a resolver aquela lista de programação. Caí no sono, olho no relógio e já são 15h. Allah! Bom, pelo menos agora estou mais disposta. Lavo meu rosto, escovo os dentes e digo para mim mesma “agora vai”. E consigo resolver um exercício, mas já são 17h e eu preciso me arrumar para a faculdade, o ônibus saí às 17:45.

Então a maratona começa, arregaço as mangas da blusa, prendo o cabelo e enrolo os brigadeiros para vender na faculdade, vou para o banho e o despertador das 17:30 toca. Você tem 10 minutos para sair de casa. Jogo tudo na mochila, pego as chaves do carro (é um milagre elas não estarem perdidas) e vou para o ponto. O meu caminho leva 5 minutos de carro, se o ônibus não atrasar, ele chega junto comigo. Agora são 1h40min de viagem até chegar na faculdade. São 1h40min pra adiantar todo trabalho da faculdade que ainda não foi finalizado. Mas e amanhã? Amanhã é a mesma coisa.

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