30 de junho de 2015

A importância da fragrância certa


Nessa segunda-feira, por volta das 16:30, quando me dei conta que havia dormido a tarde toda, saí para comprar um sabonete. Dove, já havia decidido, afinal de contas, a minha pele merece o perfume e hidratação que o sabonete em barra da Dove dá. O problema é que aqui em Corumbá, só temos duas fragrâncias, uma com amêndoas, outra com pêssego, duas das quais eu já usei, me encantei e que marcaram época no meu pouco tempo ainda aqui.

Assim que peguei a caixinha na prateleira da farmácia, o perfume que senti através do meu nariz me trouxe sensações e lembranças maravilhosas. Já fazia um tempo desde a última vez que senti esse perfume, e se bem me lembro, foi quando eu estudava no SENAI, há uns dois meses. 

Foi no SENAI que eu aprendi que nem todo homem que vier conversar comigo, seria com algum interesse. E mesmo se fosse, seria possível sim manter uma amizade atrapalhada e engraçada com essa pessoa. Foi uma experiência que eu havia esperado desde que, quando mais jovem, nunca consegui ter amizade com um garoto. Ou eu, ou ele se apaixonava, dai estava tudo ferrado. Eu odiava.

Eu tenho que parar com a mania de querer reviver o que já ficou para trás. Não que aqueles dois meses tenham sido ruins... Pelo contrário. Mas o que acontece, uma hora acaba, e não faz sentido você querer que aconteça de novo. É preciso abrir espaço para novas experiências.

Apesar de querer muito uma terceira fragrância, acabei optando pela de amêndoas. Não tive muita escolha, não é mesmo? Eu estou sempre mudando minhas preferências, por isso, não é difícil lembrar de algo ao sentir qualquer perfume.

Essa postagem foi uma reflexão sobre como pequenos detalhes do nosso dia-a-dia podem fazer toda a diferença algum tempo depois. A vida é feita de momentos simples, simples o suficiente para durarem a eternidade na nossa memória.

Beijos!

26 de junho de 2015

São João em Corumbá

No dia 21 fora iniciado aqui em Corumbá, uma festa tradicional como tantas outras que aqui acontece, a festa de São João. Desde que cheguei aqui percebi que Corumbá é diferente do que eu havia imaginado, é sim uma pequena cidade, e exatamente por isso que zelam tanto pelas festas tradicionais. Fui com a minha prima no último dia de festa, dia 23, como ficamos pouco tempo, não deu pra ver muita coisa, mas deu pra comer!! Isso que importa.

Foto por Walfrito Tomas.
Começando na ladeira que leva ao Porto Geral de Corumbá, vários andores confeccionados pela população eram desfilados. Feitos à mão, com a imagem de São João, havia de todos os tamanhos, cores, formatos. Um gosto de se ver! Diz a lenda que se você passar sete vezes por baixo de um andor à meia noite, você casa. 

Conforme você desce a ladeira, cuja essa, no dia que desci com minha prima, estava super movimentada, havia bandas tocando saxofone e outros instrumentos, preparando a população para talvez, o melhor, que estava na avenida. Percebe-se que a festa não é só para os Corumbaenses. A quantidade de turistas que vem prestigiar os desfiles de Andores, concurso de quadrilhas e barracas, o arraial do banho de São João e provar da culinária regional é enorme. Muita gente bonita e animada.

Foto retirada daqui.

Por ser uma festa tradicional, é comum ver a família inteira reunida no São João. Acredito que isso foi o que mais me encheu os olhos, gente de todas as idades, de mãos dadas, olhando o que estava acontecendo e sorrindo, com a boca cheia ou não, estavam sorrindo. A energia desse lugar é maravilhosa!!!

Foto retirada desse Flickr.
Bandeirolas foram penduradas por toda a ladeira e avenida do Porto Geral. A decoração foi outro ponto importante que influenciou no meu encantamento daquela noite. As barracas de alimentação estavam decoradas e havia um show acontecendo. No fim da noite começou a solta de fogos de artifício, na rua sem saída descendo onde eu moro. Foram alguns minutos de fogos e finalizados às 00:00 em ponto. 

Instagram
Infelizmente, não deu pra tirar muitas fotos, mas a que eu consegui, é essa de cima. Espero que tenham gostado. Sobre o look: Esse vestido comprei de Goiânia na Mega Modas em meu aniversário, a sandália é emprestada da minha prima, comprada na Giovanna aqui de Corumbá e relógio pulseira (que não dá pra ver na foto), da Sammy Dress.

Pra quem nunca prestigiou o São João de Corumbá, fica o convite pro próximo ano, de verdade, super indico! 

Beijooo

24 de junho de 2015

Resenha - Glee, o início de Sophia Lowell

"Ele era parte de alguma coisa, não apenas uma peça de um quebra-cabeça que não se encaixava em lugar nenhum. Lá, ele era normal. - O Glee é a melhor parte do meu dia."


Foto de Saraiva
“Don’t stop believing.../ Living just to find emotion”


Em certos momentos de nossa vida somos rejeitados ou incompreendidos por aqueles que nos cercam. O motivo que nos leva a essa situação são diversos, como uma opinião diferente a respeito de um assunto polêmico, modo de ser e/ou se vestir, os sonhos grandes demais. Na realidade o motivo acaba ficando em segundo plano, pois o que mais importa no momento é o como lidar com isso, e os alunos excêntricos do McKinley escolheram a arte como solução.


O seriado Glee fez tanto sucesso que a Sophia Lowell escreveu um livro oficial da serie contando como tudo começou. No início do livro o clube Glee possuía apenas quatro integrantes: a Tina Cohen-Chang, descendente asiática, insegura e talentosa em decoração; o Artie Abrams, um garoto quieto, receoso e único cadeirante da escola; Kurt Hummel, apaixonado por moda, incompreendido e gay assumido; e Mercedes Jones, com baixa autoestima, voz potente e umas das únicas garotas negras e gordas da escola. Todos eles buscavam acolhimento no clube e, de certa forma, popularidade.


Em um lugar onde a hierarquia social não se transforma e o bullying não acaba, o quarteto do Glee recebe desprezo e intimidações dos outros alunos e nenhum investimento da escola. Por conta disso tanto o professor do coral, Sandy, quanto os alunos ficam desmotivados. Esta é a hora em que Rachel Berry aparece, com sua ambição assustadora e conhecimento de arte invejável, querendo pertencer a algum lugar onde seu excepcional talento fosse apreciado. A princípio acontecem muitos desentendimentos que geram mal entendidos, que resultam em um maior drama.


O livro é narrado sempre em terceira pessoa, o que contribui para uma visão ampla da cena, e em cada capítulo há uma nota dizendo onde se passa a cena, permitindo ao  leitor uma maneira de se situar na história, além disso os capítulos são médios e concisos. Como vários personagens são protagonistas, é preciso ter um ponto de vista de cada um, mesmo que não seja em primeira pessoa, e não há o que reclamar quanto a isso, pois conseguimos entender o pensamento dos integrantes do clube Glee e de outros alunos do colégio como Finn Hudson, Quinn Fabray e Noah Puckerman; e quatro funcionários do colégio são destacados, mas não tanto quanto os alunos, diretor Figgins, professor William Schuester, a orientadora Emma Pillsbury e a treinadora Sue Sylvester.


Conforme o título já diz, o livro é apenas o início, ou seja, serve para explicar o contexto e os princípios dos problemas, porém não mostra o andamento dos mesmos nem aprofunda as questões que são levantadas. O desenrolar da história nós precisamos acompanhar assistindo o seriado, o que não é ruim, pois a série permite o musical, a imagem formada de tudo e de todos, além de ser longo, o que possibilita a análise e entendimento de diversos temas, como: TOC, homossexualismo, violência, depressão, deficiência física, gravidez, morte, preconceito, traições, debates sobre artes e etc.


Este livro poderia facilmente ser uma das leituras obrigatórias escolares, pois mostra esse período de nossas vidas, então é impossível não se identificar em algum aspecto. Acompanhar a trajetória desses alunos, dentro e fora do Glee, é uma aprendizagem. Conseguimos nos humanizar com eles e perceber o que acontece ao nosso redor. Se não bastasse isso, tanto o livro quanto o seriado são uma dose absurda de ânimo e coragem para qualquer situação que possa aparecer. Posso dizer emocionada que agora eu não vou mais parar de acreditar, porque aprendi com eles que devemos não só acreditar nos nossos sonhos, mas também nas pessoas, por mais que elas não nos deem motivos para isso, acreditar na melhoria do mundo, e , antes de tudo, acreditar em nós mesmos.
" -Todo mundo sente medo. Vocês precisam superar isso. Como a incomparável Cher disse certa vez: "Enquanto você não estiver preparado para errar, nunca poderá ser ótimo"."
Escrito por Bianca R. Batista



19 de junho de 2015

Resenha - A Culpa é das Estrelas, de John Green

Foto de Outra Página
As estrelas não são tão culpadas...
 
Como deve ser a vida de quem está morrendo? No mínimo horrível, é claro. Mas em alguns casos esses "últimos momentos" podem ser realmente bons, podem fazer com que a pessoa viva o melhor momento da sua vida, como nos livros. E foi assim a vida de Hazel Grace, protagonista de A Culpa é das Estrelas.

Tal como era esperado, a menina com câncer tinha uma vida para lá de chata após a chegada de seu diagnóstico. E antes dele, a vida dela também não era extraordinária, e sim normal como para tantas outras crianças. Contudo o livro precisa de uma história emocionante, que não fale apenas da mesmice vida da garota com câncer. E é aí que entra o Augustus Waters, o garoto alegre, extrovertido e com saúde para dar e vender. Pena que saúde não possa ser comprada, pois se sim, só quem seria doente era os pobres.

A garota com câncer se apaixona. Mas nega. E o garoto apaixonado faz de tudo o que está ao seu alcance para conquistar a amada. Parece adolescente não é? Está um pouco enganado, meu caro. Apesar de eles serem adolescentes, são bem maduros, inteligentes e com uma bela perspectiva sobre a vida. Depois de encarar a morte de perto não era para menos também.

E nesse romance um tanto diferente, garota com câncer menino perneta e amigo cego, John Green faz com que nós percebemos que por mais que tenhamos todos os motivos para sermos infelizes, há sempre como deixar a vida com realmente uma cara de vida. Todos os personagens tinham "motivos" para pensar em se matar, mas adianto que nenhum faz isso.

É um livro que faz um filme ao final da leitura. Como assim? Fácil, o livro tem vários momentos bons, de alegria e tristeza, que nos são comuns, mas não como no contexto dessa história. Então, terminada a leitura, conseguimos visualizar esses e todos os outros momentos perfeitamente, como se fosse um vídeo que vemos na internet que nos emociona. E o melhor, ou pior, ainda não me decidi, é que o livro é realístico, tem lógica tudo o que nele está contido, e é por esse motivo que A Culpa é das Estrelas é tão bonito. Pois não há um grande culpado nessa história, e nem em casos reais de pessoas em estado terminal. 
"E me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez."
Escrito por Bianca R. Batista

16 de junho de 2015

Decoração com cd-rom

Oi gente!

Faz um tempinho que vi uma imagem de DIY no instagram que me chamou a atenção, mas deixei de lado por não ter muito tempo disponível para por essa ideia em ação. Porém, isso ficou martelando na minha cabeça, e desde então, não consigo mais viver sabendo que vi, gostei e nada fiz. 

É uma ideia super criativa e simples para decoração, e por envolver reciclagem, torna-se bem mais legal. Tudo que você precisa é de CD, cola, tesoura, talvez tinta e uma pitada de criatividade, se você tiver tudo isso, prepare-se que as imagens a seguir são pura inspiração! 

Imagem retirada de Clickarq
Imagem retirada de Silhueta Feminina

Imagem retirada de r7

Imagem retirada de gnt

Imagem retirada de ecodesenvolvimento (nesse site tem o passo-a-passo de como fazer esses cds).


E o mais interessante ainda, é que essa ideia veio em boa hora. Afinal de contas, o uso de cd está cada vez mais escasso, graças aos pen-drives e hd's externos que estão substituindo-os. Aqui na casa do meu tio por exemplo, tem muitos cd's que estão esquecidos, abandonados e sem nenhuma condição de uso. Se eu tiver permissão, vou reaproveitar grande parte deles.

Então pessoal, o que acharam da ideia? Tô pensando até em usar a ideia do espelho no meu violão. Será que fica legal? Dê sua opinião!
Beijosssss
Laiali ☺

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