27 de julho de 2015

Resenha - Quem é você, Alasca? de John Green



Foto de Skoob
Repentina vida

É bem comum o sentimento de falta, de um vazio que nem sempre a gente sabe pelo quê em alguma parte, ou constantemente, em nossa vida. Essa sensação pode nos fazer sofrer a ponto de não conseguirmos mais ter controle sobre nossa vida ou tomar decisões drásticas, como o personagem Miles Halter de Quem é você, Alasca? fez, além de outras possíveis ações que cada um pode escolher.

Cansado de viver uma vida monótona, Miles Halter resolve ir para um colégio interno, chamado Culver Creek, onde espera encontrar algo que desse sentido em sua vida. Esse algo pode ser chamado de o Grande Talvez, expressão que ele encontrou nas últimas palavras de François Rabelais. Miles é um adolescente reservado, sonhador e um pouco quieto; característica contrária a de seu novo colega de quarto, o Chip (ou Coronel), que, além de se tornar um grande amigo, o leva a fazer novas amizades com Takumi, Lara e Alasca, a garota misteriosa que não sai dos pensamentos do Halter. 

Dizer com absoluta certeza que Miles encontrou o que procurava pode ser um erro, pois a sua paixão por últimas palavras de pessoas prestes a morrer talvez seja só um estímulo para o seu Grande Talvez. É possível compreender que depois de um ano no colégio interno ele está sim mais próximo do seu objetivo, pois todos os ocorridos o levaram a isso. 

A relação que existe entre os personagens é de cumplicidade, nos faz lembrar as nossas próprias amizades, o que é um ponto bastante positivo desse livro. Apesar disso, há momentos em que não conseguimos entender por completo os sentimentos deles e, por conta disso, seus atos são imprevisíveis. 

O livro é dividido em duas partes: o Antes e o Depois. Se não houvesse uma das partes o livro perderia seu sentido, pois elas se complementam. Provavelmente você pode ter uma preferência por uma das partes, eu, por exemplo, gostei mais da segunda parte, mas isso não interfere tanto na leitura.

O livro é um pouco complexo, como já mencionei, algumas situações são imprevisíveis e difíceis de serem compreendidas a primeiro momento. É preciso atenção nos detalhes e, o mais importante, ter empatia pelos personagens, tentar entender o que está acontecendo para poder encontrar um sentido antes de julgá-los. Acredito que essa atitude de pensar e entender como as pessoas agem de tal maneira tenha sido o principal assunto que o John Green quis abordar nesse livro. Podemos dizer com certeza que foi um excelente tema e que foi bem trabalhado, de uma maneira não tão óbvia, incentivando o leitor a pensar mesmo sem perceber.  

"Só quero saber como vocês vão enquadrar em sua visão de mundo a presença incontestável do sofrimento e como esperam navegar pela vida apesar disso."
Escrito por Bianca R. Batista

 


26 de julho de 2015

Motivos para incluir café na sua rotina

Imagem retirada daqui.
Oi gente!

Muitas pessoas que eu conheço adoram café, inclusive eu, e isso não é atoa. Há quem não goste, por ser um líquido amargo e forte, mas existem diveeeeersas formas de preparo dessa bebida, seja quente, fria, com açúcar, adoçante, coada e do jeito árabe tradicional de se preparar café: sem coar e sem açúcar. Café bom é café forte, e é assim que eu gosto.

Se for parar para refletir e debater sobre o café, veremos que há muito a falar sobre isso, seja sobre quesitos econômicos, históricos ou lendas que discutem o descobrimento do grão. Mas além de tudo isso, vocês sabia que o café é um ótimo auxiliador ao emagrecimento? Ou que ele ajuda na redução de celulite e ativa a circulação sanguina? 

Disseram-me que o café é uma droga por agir no sistema nervoso central, fiz carão de moça indignada, me sentindo uma drogada na crackolândia, exagerei feio na hora, mas conforme o professor explicava, eu começava a entender que não era do jeito que eu tinha imaginado. O café é natural, veio da terra, assim como a maconha, mas essa postagem não fala sobre drogas, né? Vamos ao que realmente interessa...

  • Na saúde:
Imagem retirada daqui.

Incluir o café na sua rotina diária, seja pela manhã, em intervalos entre as refeições, tem como benefícios principais os seguintes itens:
  • Tem efeito estimulante no sistema nervoso central;
  • Te mantém mais atento;
  • Auxilia no aprendizado;
  • Dá resistência nos exercícios físicos;
  • Inibi inflamações;
  • Reduz risco de doenças cardiovasculares e outras doenças inflamatórias.
Isso porque o café possui cafeína, vitamina B, ácidos clorogênicos e possui um super potencial na atividade antibacteriana. 

  • Na beleza
Imagem retirada daqui.

Quando ingerido, ele pode te trazer todos esses benefícios listados acima, mas além disso, a borra do café, que geralmente é jogada fora, pode trazer outros benefícios como: ativar a circulação sanguina, acabar com a celulite, remover células mortas e manter tudo em cima quando usada como esfoliante natural para a pele. 

Para isso, coloque uma pequena quantidade da borra do café pouco úmida em um recipiente. Duas colheres de sopa da borra são suficiente, isso porque ele espalha bem e não derrete. Durante o banho, enquanto você deixa o condicionador agindo no cabelo, desligue o chuveiro e massageie com vontade o corpo todo, espalhando a borra em movimentos circulares. 

Depois disso, fica a seu critério passar na pele um hidratante. Pela minha experiência, tanto faz, pois com hidratante ou sem hidratante, a minha pele fica com aspecto saudável, macia e cheirosa de qualquer maneira depois da esfoliação. 

Já ouvi algumas pessoas dizerem que minha mão parece veludo de tão macia, mal sabem que o café é o culpado disso. Nessa postagem aqui contei sobre o um outro esfoliante natural que eu havia inserido na minha rotina semanal de beleza, dá uma olhada.  

No instagram descobri que tem uma marca que já aderiu ao café como esfoliante natural, a BodyBlendz. Vendido em saquinhos com 200g por $19,95, ele faz o maior sucesso entre modelos e gente como a gente que sabe a importância da esfoliação. 

E então, agora quero saber de vocês. Qual a sua opinião sobre o café? Gostam? Bebem? Esfoliam? Conta pra mim!

Beijo

22 de julho de 2015

Look do dia: Domingo de sol







Oi genteeee
Nesse último dia 18, domingão de férias, fui com meus irmãos pra feira comeeeerrrr. O que há melhor do que comer? Comer é muito bom, eu adoro

Como as férias são de 25 dias, eu não trouxe muita roupa. De tudo que eu trouxe, só uma calça jeans veio na mala, que estava com o botão estourado, ou seja: Laiali seria refém de saias e vestidos as férias inteiras. Not bad. 

Eu tinha em mente também de que usaria as calças da minha mãe e irmã, caso fizesse frio, porém, engordei demais pras calças da minha irmã, e emagreci demais pras calças da minha mãe. Eu nem sei o que pensar a respeito disso, sendo que minha irmã veste 40 e minha mãe 42. Eu não gosto de calça jeans, anyway.

A manhã do dia 18 estava com temperatura agradável, cerca de 26ºC, escolhi essa saia que eu adoro e a sapatilha combinando com a blusa rosa chiclete. O look todo não passa dos R$60,00. Dá uma olhada:

Saia com estampa de cachorrinho - Dúnia Modas em Corumbá - R$20,00
Sandália pink listrada - Espaço Fashion em Aparecida do Taboado - R$25,00
Blusa manga 3/4 - Espaço Fashion em Aparecida do Taboado - R$15,00

Então, é isso genteeee, espero que tenham gostado da postagem, e das fotos, e do meu jeito de escrever sobre coisas que eu faço. Eu estava morta de saudades de postar look do dia aqui no blog, como sempre, aliás ☺

A gente se vê depois!!
Beijooooo

20 de julho de 2015

Resenha - As Meninas, de Lygia Fagundes Telles



Foto de Skoob
Descobertas e recobertas

A história de As Meninas se passa na década de 70, época da Ditadura Militar no Brasil, período em que as restrições são inúmeras e a sensação de vigília é constante. Conhecemos três garotas distintas que moram no Pensionato Nossa Senhora de Fátima: a Lia, ou a flamante Lião, revolucionária e amante da liberdade, a Lorena, prática e apaixonada, e a Ana Clara, ou a Ana Turva, traumatizada e cheia de planos. 

As razões para terem ido para o Pensionato são diferentes, e essas diferenças vão se mostrando cada vez mais ao longo do livro. A narração é um pouco confusa, pois se mistura o ponto de vista da personagem com a narração em terceira pessoa. Há poucos capítulos, porém são longos, cheios de lembranças da infância e outros momentos marcantes que resultaram na personalidade de cada uma das personagens. Apesar de a história possuir um trio protagonista, outras personagens, como os familiares das garotas e as freiras, também possuem tramas dramáticas que não são muito exploradas, talvez por conta do contexto, pois foi em uma época onde tudo se tratava de desconfiança.

As Meninas é um livro que perturba que confunde que ilude que emociona. Um livro que dói por ser tão honesto. Por mais que as personagens pareçam ser decididas e donas do próprio destino, nós vemos adiante que nem sempre temos controle de tudo. É preciso saber lidar com os imprevistos e se proteger para o futuro incerto.


"Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros."
Escrito por Bianca R. Batista

 

A Lista


"A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?"
 Oswaldo Montenegro

Essa canção é ótima para nos ajudar a refletir sobre o que acontece na nossa vida ao longo do tempo, sobre todas as mudanças e, principalmente, sobre quem sempre nos acompanha, de diversas maneiras.

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